terça-feira, 15 de maio de 2012

Mari de volta à briga

Saque Viagem - ZR dá folga a veteranas e aposta em Mari na saída


Como prometido, o Zé Roberto vai dar uma folga a algumas jogadoras da seleção nas primeiras etapas do Grand Prix. Alguém mais acha que este tipo de esquema já deveria ter sido adotado antes? Não só para poupá-las, mas para dar chance a jogadoras, como a Camila Brait, de realmente disputar por uma posição.

Falando em disputa de posição, a volta da Mari para jogar como oposto é uma forma do Zé colocá-la na briga por um lugar entra as 12 que vão às Olimpíadas. Na verdade, é um empurrão. O Zé sabe que como ponteira ia ser difícil defender a convocação da Mari.

Como oposto, ela pode recuperar a sua melhor fase e o caminho para se garantir entre o grupo que vai à Londres é mais tranquilo. O Zé, com essa decisão, escancara que não quer, de forma alguma, deixá-la por aqui. 

Ele não só quer facilitar o caminho da Mari como a decisão dele. É muito mais tranquilo cortar a Tandara do que a Sassá, jogadora com a qual a Mari brigaria por uma vaga se jogasse como ponteira passadora.

domingo, 13 de maio de 2012

London, London


A seleção passou com tranquilidade pelo Pré-olímpico Sul-americano e garantiu a vaga nos Jogos Olímpicos 2012.

Mesmo levando em conta a fragilidade dos adversários, o Brasil deixou uma imagem muito positiva neste início de preparação. A seleção teve uma atitude agressiva e mostrou-se à vontade no ataque e bem entrosada. Saque e bloqueio foram outros fundamentos que se apresentaram bem.

O passe é que, por vezes, dificultou o trabalho brasileiro nas partidas contra Colômbia, Venezuela e Peru. As falhas da recepção – muitas, surpreendentemente, cometidas pela  Jaqueline - só não colocaram em risco a vitória porque os adversários devolviam em erros o dobro do que conquistavam com o saque.

Mas o pré-olímpico confirmou a boa fase do trio Fabíola, Jaqueline e Garay. Ao que tudo indica, o grupo titular já conta com estas três jogadoras. Sheilla cresceu ao longo do torneio e teve atuações equilibradas, pontuando no ataque, saque e bloqueio.

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Com a vaga da seleção garantida, a briga agora é individual. O que vamos ver a partir de agora vai ser uma disputa acirrada pelos 12 lugares. Ou melhor, por 3. Salvo acidentes de percurso (que sempre acontecem com o Brasil às vésperas de uma grande competição), acredito que 9 jogadoras já estão com o passaporte carimbado para Londres: Fabíola, Fabiana, Thaísa, Adenízia, Fabi, Sheilla, Jaque, Garay e Paula.

A vaga da Tandara vai depender da recuperação da Natália, principalmente. Por mais que esteja em ótima fase, a Brait só vai aos Jogos se o Zé optar por levar duas líberos. E ponho em dúvida a vaga da Dani Lins, mas, admito, sem muita convicção. Quero acreditar que a Fernandinha realmente tenha alguma chance nesta disputa.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Primeiros passos para Londres


Começo tranquilo para o Brasil no Pré-Olímpico. E deve ser assim até o final. Nada deve tirar a seleção de garantir a vaga para Londres.

Mesmo assim, acho correta a decisão do Zé Roberto de ir com a força máxima para esse campeonato. Mostra seriedade, dá ritmo às jogadoras e o grupo já entra no clima da preparação para as Olimpíadas.

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Na vitória contra o Uruguai, valeu pela concentração de todo o time. Contra a Colômbia, os primeiros erros apareceram. A recepção sofreu um pouquinho e, como o adversário teve mais volume de jogo, o aproveitamento dos contra-ataques não foi o melhor.

Esses dois jogos já serviram, também, para ver qual a ideia de time do Zé Roberto. Jaqueline e Garay nas pontas e Fabíola no levantamento. Por mais que se fale da disputa por posição, elas são as melhores opções que o Brasil tem no momento.
E é bom ver que o treinador está, pelo menos agora, colocando a Camila Brait para jogar. Vamos ver até quando ela vai receber estas oportunidades.


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Mercado

Pelas informações do Melhor do Vôlei, Verê vai jogar no Sesi e o tima manteve a Michelle Daldegan. Essa eu não entendi. A Michelle não bastava? 

domingo, 6 de maio de 2012

Turquia e República Dominicana, in. Cuba, out.


Nem Rússia, nem Alemanha, muito menos Sérvia. Quem roubou a cena desse pré-olímpico Europeu, e chegaram à final, foram Polônia e Turquia. As duas equipes tinham no campeonato a única chance de conquistar a vaga em Londres.

Por isso, era de se esperar uma batalha emocionante na final deste domingo. Mas não foi bem isso que aconteceu. A Polônia não conseguiu fazer o seu jogo. Travada, com dificuldades nas viradas de bola e no passe, a seleção polonesa foi ficando apática a cada ponto perdido.

A Turquia, bem mais à vontade, contou com a regularidade de suas ponteiras. Ozsoy, que já tinha brilhado contra a Rússia, Sonsirma e Darnel pontuaram com certa facilidade. A seleção turca foi bem mais agressiva no saque e bloqueio.

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 A Alemanha e a Rússia reclamaram da arbitragem nas partidas em que enfrentaram a Turquia. A Polônia provavelmente vai engrossar o coro, porque também foi prejudicada em algumas marcações na final. 

Outro ponto comentado, é que o pré-olímpico já estava com cartas marcadas para a Turquia ganhar. Jogando em casa, a seleção turca teria sido privilegiada na organização do calendário, em que teve folga antes de jogar as semifinais, e na divisão dos grupos.

A hipótese não é absurda. A Turquia tem grana, está investindo no vôlei. Sabemos bem o favorecimento da FIVB às seleções asiáticas – no classificatório mundial, são 3 vagas para asiáticos, além do Japão que é o anfitrião. Aliás, o curioso ao ler o processo de escolha dos participantes é que estão as seleções estão divididas em “Asiáticos” e “Não-asiáticos”.

Enfim, não é impossível, portanto, que a Turquia também tenha sido favorecida. Agora, o que eu vi em quadra foi um time muito bom e que mereceu, na bola, as vitórias contra Rússia e Polônia. O Marco Aurélio Motta conseguiu alcançar resultados rápidos e importante, para um trabalho que começou praticamente no início de 2011. 

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Outro trabalho brasileiro que tem rendido ótimos frutos é do Marcos Kwiek na seleção da República Dominicana. Na briga contra Cuba, as dominicanas garantiram o lugar em Londres. 

Cuba teria chance de buscar a vaga no classificatório mundial, mas, surpreendentemente e infelizmente, não vai ao Japão. Sem condições financeiras para arcar os custos da viagem, a seleção de vôlei de maior tradição nos Jogos Olímpicos não estará presente em Londres.

É de se lamentar. Ao mesmo tempo em que vemos equipes surgindo, iniciando seu caminho para conquistar um espaço entre as grandes seleções, como é o caso da Turquia e a Rep. Dominicana, presenciamos a decadência de um símbolo do vôlei mundial.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Pequenos comentários sobre assuntos variados


Por essa eu não esperava. Mas é ótimo saber que o Banana Boat/Praia Clube também resolveu investir.

Só tenho minhas dúvidas se esse elenco é suficiente para alcançar a meta que o time ambiciona: ficar entre os quatro melhores da SL.  Certamente a Herrera é um diferencial, o que faltou para a equipe na última temporada. Mas vejo adversário mais preparados para ocupar os quarto e terceiro lugares, como é o caso do Campinas e do Sesi. Mas vamos esperar quem vai ser essa próxima estrangeira...

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Tá aí, finalmente, a seleção B! Só não entendo a convocação da Andressa. Sou muito mais Letícia Hage.

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Nada muito diferente, né? Não ousaram, mas pelo menos não fizeram aquela camiseta listrada do líbero das últimas que era horrível. 

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Semifinais Europeu:  Turquia x Rússia     Polônia x Alemanha

Do pouco que vi do pré-olímpico europeu, gostei muito da Turquia. A seleção sabe também que tem que investir neste campeonato já que não tem chances de participar do último classificatório para Londres, no Japão. Sérvia, Rússia e Alemanha estão na frente no ranking mundial da FIVB, que determina os 2 participantes europeus do classificatório. Pra Turquia é tudo ou nada e vê-se bem esse espírito no time.

Me surpreendi negativamente com a Sérvia. Não assisti ao jogos dela, mas será que o treinador fez o mesmo esquema da Copa do Mundo e resolveu tirar o pé? Vai ver tá investindo no torneio do Japão. Ou a Sérvia do Europeu foi apenas um acaso?

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Entrevista do Zé Roberto

Alguns comentários sobre a entrevista do Zé Roberto ao Voloch

Primeiro, sobre a questão física das jogadoras, o Zé deu uma indireta bem direta. Dizendo que as atletas do Osasco chegaram bem, pode-se deduzir que não aconteceu o mesmo com as treinadas pelo rival Bernardinho. 

O treinador do Unilever reclamou a temporada inteira do estado em que recebeu as jogadoras da seleção. Agora é a vez do Zé, mesmo sem a franqueza do colega, dar o troco.

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Sobre o Campinas, é até curioso o Zé dizer que trabalha sempre em cima de renovação. Não é bem o que a gente acompanha nos trabalhos dele na seleção e nos clubes. 

No caso do Campinas, o investimento em "novas" jogadoras certamente não é o principal objetivo. As contratações provavelmente foram para comportar investimentos maiores em outras jogadoras e para se adequar à pontuação da CBV.

De qualquer forma, é muito bom para Natasha e Priscila Daroit trabalharem com o Zé. Mas se o time quiser ambicionar alguma coisa na próxima SL, vai precisar de nomes de maior peso.


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Em relação a Mari, repito o que disse antes e que vai ao encontro do que o Zé fala nessa entrevista. A Mari é diferenciada e pode ser muito importante para a seleção. Vale a pena o investimento, mesmo que ela esteja longe do seu melhor. 

Acho muito bom que a seleção esteja disposta a ajudar a Mari. Mas o que deve ficar claro é que, caso ela não alcance o seu melhor, ela não pode tirar o lugar de outra jogadora mais capacitada. E é nisso que tenho medo que o Zé erre e cometa alguma injustiça. 

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Vôlei Futuro puxa o freio

Sai a Superliga, entra a seleção brasileira e as movimentações de mercado.

Em relação ao mercado, a má, digo, a péssima notícia é saber que o Vôlei Futuro vai diminuir os investimentos no time feminino. Estava estranhando a falta de notícias sobre as contratações e renovações do VF. 

E é mais uma equipe que se enfraquece. É sempre assim, quando ganhamos novos times de alto investimento na SL, perdemos outros na mesma proporção. E ainda corremos o risco de ver algumas jogadoras retornando à Europa.

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O mercado anda lento e ao que tudo indica, infelizmente, vamos ter as forças concentradas somente em 3 equipes: as duas de sempre, Osasco e Unilever, e mais o novato Campinas. 

O Osasco sai na frente ao garantir as campeãs da última temporada. Também está evidente que o investimento continua pesado na busca por manter o time no topo. Está agindo rápido e montando um timaço.

As demais equipes estão um pouco lentas nesse processo. Há mais especulações que confirmações. 

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Seleção

Natasha foi convocada nesta terça-feira para treinar com a seleção. Não sei quais são as pretensões do Zé Roberto para ela neste pré-olímpico. Vejo mais chances no GP. 

Aliás, a conta não fecha muito bem se formos ver a lista das jogadoras que estão treinando no momento e as intenções do Zé Roberto em dar folga a elas em algumas etapas do GP. Ele vai precisar de um elenco mais rico de opções se quiser realmente poupá-las.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

A grata surpresa da convocação


Então vamos falar da convocação da seleção brasileira. Para mim todos os nomes foram previsíveis, com exceção da Fernandinha. Grata surpresa.

Fernandinha é daquelas jogadoras que, mesmo com estatura baixa, vale a pena investir. O problema é que talvez tenha sido tarde demais. A desculpa do Zé dizendo que ela foi cortada por uma lesão nas costas não me convenceu. A gente sabe que a Fernandinha falou demais e acabou dançando por causa disso. 

Com pouco tempo de trabalho com a seleção, duvido que o conservador Zé Roberto opte por ela para disputar as Olimpíadas. Afinal, ele não costuma mudar o script. Fernandinha vai precisar, primeiro, de muitas oportunidades para jogar no GP.  E, segundo, só uma atuação excelente é que vai convencer o Zé a mudar um nome de seu grupo.

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Baseada neste conservadorismo do Zé Roberto é que também não me surpreendi com o nome da Mari nesta lista. Mas não tiro a razão do treinador. Ok, ela não está numa boa fase. Mas sempre há a esperança que ela possa render e ser uma peça importante pra seleção. O que não pode acontecer é que ela, mantendo as atuações ruins, ocupe um lugar de alguém mais útil na hora de formar o time para os Jogos Olímpicos.

O mesmo acontece com a Natália. Acho que, ainda que não esteja em condições de jogar, ela precisa estar na seleção. Ou melhor, a seleção precisa dela. Nós estamos com jogadoras desgastadas nesta posição. Não digo fisicamente, mas acho que as melhores fases de Paula e Mari já passaram. Sassá é somente um quebra-galho no fundo de quadra. A seleção precisa da força jovem da Garay, Tandara e da Natália. E se essa menina se recuperar a tempo, é um reforço significativo para o Brasil.

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Pé esse:

- E os times começam a se desmontar... O Minas perdeu as cubanas e Natasha e não terá grandes investimentos para a próxima temporada. Ou seja, a SL perde em competitividade.

- Estava lendo a notícia sobre o time do Minas e me chamou atenção que quem negociou a permanência da Mari Paraíba foi o treinador Jarba Soares. Há 3 anos, Luizomar de Moura é que correu atrás de patrocínio para o time do Osasco. É, não basta ser treinador, tem que participar. 

- O Campinas começou bem com as contratações de Fernandinha e Natasha. Não gostei da escolha pela líbero Suelen, ex-Pinheiros. Não estou a par das peculiaridades do mercado, mas valeria mais a pena investir na Tássia (antes de renovar com o Minas), Verê ou a Michele. 

- Se o Bernardinho sair do Unilever, ao menos as chances aumentam de não vermos o time do Rio na final da SL. Quem será que eles apostariam para comandar a equipe?

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Seleção Papo de Vôlei - Superliga 11/12

Hooker - Adenízia - Garay; Jaqueline - Walewska - Venturini; C. Brait; Bernardinho

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Meios de rede: Adenízia (Sollys/Osasco) e Walewska (Vôlei Futuro)

As centrais foram as escolhas mais fáceis: Adenízia (32 votos) e Wal (30) ficaram anos-luz à frente das demais na nossa votação.

A meio-de-rede do Osasco teve um ótima temporada se destacando no bloqueio, principalmente.  Sai na frente na disputa por uma vaga na seleção. Aliás, está melhor não só do que a sua concorrente direta, a Jucy, como as titulares Thaisa e Fabiana (pelo pouco que jogou na Turquia).

Já a Wal não aparece entre as melhores nas estatísticas da CBV, mas quem acompanhou a SL constatou a importância desta jogadora para o Vôlei Futuro. A experiência, a liderança junto com a qualidade no ataque tornaram a central uma referência no time. Ótimo vê-la de volta jogando no Brasil.

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Levantadora: Fernanda Venturini (Unilever)

No levantamento, páreo apertado: Venturini recebeu 19 votos enquanto que Fabíola 16.

Já discutimos aqui a excelente fase da Fabíola. Confiante, ela brilhou nos jogos finais. Mas, sem dúvida, ela esteve cercada de um time muito bem armado que a deixou à vontade para que desenvolvesse seu jogo.

O mesmo não aconteceu com a Fernanda. Talvez tenha sido este o motivo para que aqui a escolha tenha sido pela Venturini. Com uma linha de passe mais pra lá do que pra cá, a imortal levantadora teve que usar de toda a sua habilidade para fazer seu time jogar. 

E, pra quem já a viu atuar antes, percebeu que a Venturini não é mais a mesma. Vimos erros de levantamento, desacertos com as atacantes que eram raros de se ver quando ela estava na sua melhor forma. Mesmo assim, ela continuou capaz de tirar da cartola jogadas velocíssimas com as centrais quando o passe era uma verdadeira m....

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Pontas: Jaqueline (Sollys/Osasco) e Fernanda Garay (Vôlei Futuro)

Jaqueline e Garay lideraram nas pontas, com 24 e 23 votos respectivamente. Paula correu por fora com 16.

Como uma das participantes do blog comentou, é este par que desejo ver na seleção. Para as duas jogadoras foi uma temporada de amadurecimento. Para Jaque, foi a oportunidade de se consolidar como uma das atletas mais completas do Brasil. Para Garay, foi o momento de voltar para o Brasil e confirmar sua capacidade de comandar o ataque de um grande time. É a melhor atacante brasileira no momento.

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Líbero: Camila Brait (Sollys/Osasco)

Brait recebeu 27 votos, 12 a mais que a colega titular da seleção, Fabi.

Mais uma Superliga em que a líbero do Osasco brilhou. Muito do bom desempenho do time no fundo de quadra se deve a ela. O que mais gosto nela é o equilíbrio e os movimentos “limpos”. Para ser uma grande líbero não é preciso defesas espalhafatosas. (numa viagem minha, ela é o Van der Sar, goleiro holandês, das líberos. enfim, deixa pra lá...) 

Há uns dois anos ela bate na porta da seleção, mas o Zé não a deixa entrar. Ela tem merecido este espaço. Mas, ao contrário dos outros anos, a diferença para a Fabi desta vez não me parece tão clara. A líbero do Unilever recuperou o bom jogo e fez uma grande SL.

Acho que a disputa, desta vez, vai ser mais equilibrada. Mas se o Zé não deu chance à Brait quando o desempenho dela era muito melhor ao da Fabi, não acho que vai ser agora. 

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Oposto: Hooker (Sollys/Osasco)

Para oposto, a disputa foi apertada entre a norte-americana Hooker e a jovem Ingrid. 18 a 15 foi o resultado final.

Imagino que esta deve ter sido a escolha mais difícil de se fazer, mas não por excesso de opções, pelo contrário. A Hooker conquistou o lugar nesta nossa seleção pela fase final. A norte-americana demorou para embalar no Osasco. Mas quando embalou, foi aquilo que se esperava de uma oposto: a bola de segurança na hora do sufoco. É uma jogadora fora-de-série que esperamos continue aqui no Brasil.

Só para constar, Ingrid foi a revelação desta SL. Mesmo de estatura baixa, ela se se destacou no ataque e no bloqueio. Ainda bem que existem clubes como o Mackenzie que dão espaço para jogadoras como ela entrarem em quadra e aparecerem.

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Treinador: Bernardinho (Unilever)

E, para treinador, outra disputa apertada. Bernardinho, com 15 votos, foi acompanhado de perto por Talmo, com 13 votos. Mais atrás, Spencer Lee, com 11.

Com todas as antipatias que se possa ter por ele, o Bernardinho é o melhor técnico brasileiro. Com um elenco meia-boca ou repleto de estrelas, ele é capaz de levar igualmente os dois a uma final. Neste ano o elenco – titular, ao menos – era muito bom, mas esteve descontado. Assim sendo, ele conseguiu empurrar o time ao seu limite e chegar à final mesmo com todos os problemas físicos e técnicos do grupo.

sábado, 14 de abril de 2012

Sollys nas alturas!

 Fábio Rubinato/AGF


Há pouco do que se falar da partida em si. Sollys e Unilever foram previsíveis: o time paulista nas suas qualidades, o do Rio nas suas falhas. 

Ou seja, o Osasco brilhou na defesa e no saque. Hooker e Tandara comandaram o ataque do time. Enquanto do outro lado, o Unilever penou na recepção e no ataque, em mais uma partida ruim da Régis e da Mari.

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O Osasco foi impecável. Agressivo desde o início, não deu oportunidade para o Unilever respirar. Foi um show de bola. 

Fica impossível escolher uma jogadora como destaque da partida, todas tiveram a sua importância e está aí a força maior da equipe: um grupo de peças fortes e que funcionou muito bem como conjunto na fase final da SL.

A Superliga foi para o melhor time, sem dúvida. Aquele que cresceu no momento decisivo, que foi o mais equilibrado e regular.

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Deve-se destacar o trabalho da direção e comissão técnica em formar o melhor elenco da Superliga. O patrocinador investiu e deu oportunidade para o Luizomar ter um grupo com diversas opções de composição.

Adenízia, Fabíola, Brait e Jaqueline, se destacaram praticamente durante toda temporada. Hooker, Tandara e Thaisa cresceram com a equipe na fase final. Desta forma, foi muito merecido os prêmios que as 3 primeiras atletas receberam, uma forma de coroarem o campeonato que fizeram.


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O Bernardinho não concorda que a Fabíola tenha sido a melhor levantadora da SL. Venturini, é claro, era a opção dele para o prêmio. Ele também reclamou que a CBV não fez sequer uma homenagem à jogadora.

Quando a Fernanda se aposentou pela primeira vez, ela recebeu todos os elogios e reverências possíveis da mídia, torcedores e etc. Não lembro se a CBV fez alguma coisa ou não, sinceramente. A questão é que não dá pra ficar homenageando cada vez que a Venturini resolve voltar a jogar e se aposentar. Ela já tem e sempre terá todo o reconhecimento do mundo do vôlei.

E acho que o prêmio para a Fabíola caiu em boas mãos. O trabalho com o Luizomar fez muito bem a ela. O treinador falou uma coisa importante ao final da partida: temos que valorizar quem está aí, quem é a nossa realidade e futuro. E Fabíola foi valorizada pelo time do Osasco e deu de presente ao time ótimas atuações.