Hooker - Adenízia - Garay; Jaqueline - Walewska - Venturini; C. Brait; Bernardinho
***********************
Meios de rede: Adenízia (Sollys/Osasco) e Walewska (Vôlei Futuro)
As centrais foram as escolhas mais fáceis: Adenízia (32 votos) e Wal (30) ficaram anos-luz à frente das demais na nossa votação.
A meio-de-rede do Osasco teve um ótima temporada se destacando no bloqueio, principalmente. Sai na frente na disputa por uma vaga na seleção. Aliás, está melhor não só do que a sua concorrente direta, a Jucy, como as titulares Thaisa e Fabiana (pelo pouco que jogou na Turquia).
Já a Wal não aparece entre as melhores nas estatísticas da CBV, mas quem acompanhou a SL constatou a importância desta jogadora para o Vôlei Futuro. A experiência, a liderança junto com a qualidade no ataque tornaram a central uma referência no time. Ótimo vê-la de volta jogando no Brasil.
**************************
Levantadora: Fernanda Venturini (Unilever)
No levantamento, páreo apertado: Venturini recebeu 19 votos enquanto que Fabíola 16.
Já discutimos aqui a excelente fase da Fabíola. Confiante, ela brilhou nos jogos finais. Mas, sem dúvida, ela esteve cercada de um time muito bem armado que a deixou à vontade para que desenvolvesse seu jogo.
O mesmo não aconteceu com a Fernanda. Talvez tenha sido este o motivo para que aqui a escolha tenha sido pela Venturini. Com uma linha de passe mais pra lá do que pra cá, a imortal levantadora teve que usar de toda a sua habilidade para fazer seu time jogar.
E, pra quem já a viu atuar antes, percebeu que a Venturini não é mais a mesma. Vimos erros de levantamento, desacertos com as atacantes que eram raros de se ver quando ela estava na sua melhor forma. Mesmo assim, ela continuou capaz de tirar da cartola jogadas velocíssimas com as centrais quando o passe era uma verdadeira m....
**************************
Pontas: Jaqueline (Sollys/Osasco) e Fernanda Garay (Vôlei Futuro)
Jaqueline e Garay lideraram nas pontas, com 24 e 23 votos respectivamente. Paula correu por fora com 16.
Como uma das participantes do blog comentou, é este par que desejo ver na seleção. Para as duas jogadoras foi uma temporada de amadurecimento. Para Jaque, foi a oportunidade de se consolidar como uma das atletas mais completas do Brasil. Para Garay, foi o momento de voltar para o Brasil e confirmar sua capacidade de comandar o ataque de um grande time. É a melhor atacante brasileira no momento.
**************************
Líbero: Camila Brait (Sollys/Osasco)
Brait recebeu 27 votos, 12 a mais que a colega titular da seleção, Fabi.
Mais uma Superliga em que a líbero do Osasco brilhou. Muito do bom desempenho do time no fundo de quadra se deve a ela. O que mais gosto nela é o equilíbrio e os movimentos “limpos”. Para ser uma grande líbero não é preciso defesas espalhafatosas. (numa viagem minha, ela é o Van der Sar, goleiro holandês, das líberos. enfim, deixa pra lá...)
Há uns dois anos ela bate na porta da seleção, mas o Zé não a deixa entrar. Ela tem merecido este espaço. Mas, ao contrário dos outros anos, a diferença para a Fabi desta vez não me parece tão clara. A líbero do Unilever recuperou o bom jogo e fez uma grande SL.
Acho que a disputa, desta vez, vai ser mais equilibrada. Mas se o Zé não deu chance à Brait quando o desempenho dela era muito melhor ao da Fabi, não acho que vai ser agora.
**************************
Oposto: Hooker (Sollys/Osasco)
Para oposto, a disputa foi apertada entre a norte-americana Hooker e a jovem Ingrid. 18 a 15 foi o resultado final.
Imagino que esta deve ter sido a escolha mais difícil de se fazer, mas não por excesso de opções, pelo contrário. A Hooker conquistou o lugar nesta nossa seleção pela fase final. A norte-americana demorou para embalar no Osasco. Mas quando embalou, foi aquilo que se esperava de uma oposto: a bola de segurança na hora do sufoco. É uma jogadora fora-de-série que esperamos continue aqui no Brasil.
Só para constar, Ingrid foi a revelação desta SL. Mesmo de estatura baixa, ela se se destacou no ataque e no bloqueio. Ainda bem que existem clubes como o Mackenzie que dão espaço para jogadoras como ela entrarem em quadra e aparecerem.
**************************
Treinador: Bernardinho (Unilever)
E, para treinador, outra disputa apertada. Bernardinho, com 15 votos, foi acompanhado de perto por Talmo, com 13 votos. Mais atrás, Spencer Lee, com 11.
Com todas as antipatias que se possa ter por ele, o Bernardinho é o melhor técnico brasileiro. Com um elenco meia-boca ou repleto de estrelas, ele é capaz de levar igualmente os dois a uma final. Neste ano o elenco – titular, ao menos – era muito bom, mas esteve descontado. Assim sendo, ele conseguiu empurrar o time ao seu limite e chegar à final mesmo com todos os problemas físicos e técnicos do grupo. |